Yuricast #38 - Love Live Sunshine (parte 2)

Olá a todos!


Chegando mais uma edição do Yuricast, dessa vez para retomar um assunto que falamos lá no começo do podcast, mas que até hoje rende muito amor e muitas discussões: Love Live Sunshine!



Neste programa falamos um pouco sobre a segunda temporada do anime, do filme (e da sua dublagem que... er...) e também sobre nossa experiência como fã das Aqours durante esses anos. Prepare-se para um dos programas com maior dose de fangirlzismo desse podcast!

Este episódio é uma Parte 2, então escutem a 1ª parte também:
https://youtu.be/8OUUldHYweo

Marcações do podcast:

00:00:00 Início
00:01:46 2ª temporada
00:37:37 Filme
00:56:41 Músicas, Shows e Aqours pós anime
01:09:22 Dubladoras, Sub-Units e Conclusões


[DOWNLOAD] Yuricast #38 - Love Live Sunshine (parte 2) (86MB - 1:33:51)


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segunda-feira, 12 de julho de 2021
Posted by LKMazaki

The aquatope on white sand será transmitido pelo Crunchyroll Brasil

Há algum tempo falamos sobre o "anime que não é o mangá da salamandra, mas é". Pois agora temos mais algumas novidades. The aquatope on white sand é um anime oficial do estúdio P.A. Works, mas tem uma vibe bem parecida com o mangá queridinho A Tropical Fish Yearns for Snow (que acabou faz poucos meses) e tratá dubladoras bem conhecidas para o projeto. Até poucos dias não tinhamos mais informações sobre a obra, mas o Crunchyroll decidiu nos dar uma mãozinha. O site confirmou que irá trazer o anime para o Brasil, além de lançar um trailer legendado em português.

A trama é localizada em Okinawa (região do Japão de clima mais tropical), em um pequeno aquário. Kukuru é uma garota que trabalha no aquário que conhece um 'segredo' do local: As vezes você pode ver coisas misteriosas no aquário. Um dia Kukuru conhece Fuuka, uma garota que aparece no aquário chorando. A verdade é que Fuuka desistiu do sonho de ser uma idol e fugiu para Okinawa, tentando achar um rumo na vida e pede para trabalhar no aquário.


O anime será lançado dia 9 de julho (Japão) e ainda não há horário para ser disponibilizado em português no site do Crunchyroll. Já se tem clipes oficiais da abertura e encerramento, cantados por ARCANA PROJECTMia REGINA. As músicas já dão uma pista sobre o clima da série.

O anime tem tudo para tocar o coração do espectador e nos dar momentos muito emocionante entre as protagonistas. Mas cuidado, não tenha esperança que vá ter romance (talvez, só um pouquinho, vai que rola..)

Fontes:

Postagem do Crunchyroll com as novidades da próxima temporada

Postagem do Crunchyroll americano sobre a série

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Novo trailer e twitter em português de Miss Kobayashi's Dragon Maid S

A nova temporada está para começar e novos trailers dos animes estão saindo. Uma das animações mais aguardadas, a continuação de Miss Kobayashi's Dragon Maid (Kobayashi-san chi no Maid Dragon) ganhou um vídeo novo com legenda em português.

O trailer mostra alguns acontecimentos da primeira temporada e, além de mostrar os personagens já conhecidos, apresenta de leve a nova personagem Ilulu. Também tem a informação de que a abertura
será novamente performada pela banda fh'ana e o nome da música é "Ai no Supreme!".


Não contentes em nos trazer um trailer em português, agora há uma conta em português no twitter exclusivamente para a série. Na conta criada dia 23 deste mês, há vários tweets interagindo com o pessoal e atualmente é seguida por cerca de 300 pessoas. Não percam a chance de acompanhar e mostrar apoio a série por lá.


Já se sabe que Miss Kobayashi's Dragon Maid estará na grade da Crunchyroll em português e que estreia dia 7 de julho. Na página de Maid Dragon no site, diz que a transmissão simultânea é às quartas-feiras, às 6:00 da manhã.


Fontes:

Postagem do Crunchyroll com as novidades da próxima temporada

Página de Miss Kobayashi's Dragon Maid no Crunchyroll


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Yuri Café 25 - Memes com YagaKimi e alguns comentários

 Olá a todos! 


Estamos de volta com mais uma edição do Yuri Café, o programa onde lemos seus comentários e falamos sobre as novidades do mundinho dos lírios, incluindo nossas últimas leituras. Dessa vez, claro, não podia faltar o feedback de vocês sobre o programa a respeito de Yagate kimi ni Naru, especialmente sobre as opiniões nada convencionais de Mazaki sobre esse mangá/anime.




[DOWNLOAD] Yuri Café #25 - Memes com YagaKimi e alguns comentários (1:07:44 - 155MB)

Ou assista no YouTube:




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sábado, 12 de junho de 2021
Posted by LKMazaki

Welcome to the Idol Hell : VTubers 101

Sejam bem-vindes ao meu TED Talk! Sou Pilot e hoje vamos falar de um assunto que tem movimentado a otacada ao redor do mundo: VTubers!

 


O que são? Do que se alimentam? Por que vocês deveriam encontrar suas oshi agora mesmo e se tornarem simps oficialmente? Vamos falar sobre essas e tantas outras questões relevantes sobre garotas 2D (e 3D!) que ganharam os corações ao redor do mundo e tem influenciado cada vez mais a cultura pop.

 

Mas antes, um pouco de história para situar vocês que cairam de paraquedas neste mundinho sem entender o que está acontecendo e de onde veio esse fenômeno que está poluindo suas timelines de memes desde o segundo semestre do ano passado.

 

*ahem* Antes de começar, preciso deixar claro que não sou uma especialista, sou apenas uma pessoa que seguiu o coelho e entrou na toca que levou para o País das Maravilhas e decidiu lhes enviar algumas explicações sobre esse mundo colorido e insano.

 

O começo da história

 

Tudo começou com Kizuna Ai.

 


 

É comum que, quem chega ao seu primeiro contato com VTubers acabe pensando que o fenômeno de vtubers começou com Hatsune Miku, por causa dos shows, músicas e etc. Mas, apesar de existir um certo sentido nesse pensamento (do meu ponto de vista, a Miku provou que é possível ter uma idol que se apresentasse sem precisar de um corpo físico no palco) a verdade é que o conceito total e atual de VTuber foi criado a partir de Kizuna Ai, em 2016.

 

Kizuna Ai é uma idol, que começou a fazer streams de gameplay no YouTube em paralelo a uma carreira musical que logo ganhou bastante renome e espaço, influenciando o surgimento do movimento que agora já possui milhares de vtubers em todo o mundo.

 

Pausa - Falando de conceito

 

Ok, é esse o momento em que vocês já estão sem paciência para ouvir afinal uma definição concreta do que é uma VTuber, certo? Tá bem, agora que citamos a fundadora desse movimento, me sinto satisfeita para mandar o conceitão:

 

VTuber é um criador de conteúdo que utiliza um avatar digital, com nome, aparência e lore (história pessoal) fictícios para se apresentar em um ambiente online, usualmente através de livestream.

 

Existe um padrão mais comum de vtubers, que são as garotas que fazem streams jogando os mais diversos tipos de jogos e que, eventualmente, também cantam. Porém, para conceituar o que é um vtuber, é preciso englobar todos os aspectos dessa atividade que às vezes acabam passando batido.

 

Existem homens vtubers, existem vtubers que não são músicos, existem os que são praticamente só músicos. Existem os que estão na Twitch, os que estão no YouTube, ou em qualquer outra plataforma de stream. E, mesmo o stream, que é um dos alicerces do conceito, não é o único aspecto definidor desses produtores de conteúdo.

 

Neste texto não vamos em debates sobre as vantagens e desvantagens dos vtubers em relação aos outros tipos de produtores de conteúdo online. Nos basta focar no fato de que existem vantagens o suficiente para que empresas estejam crescendo e multiplicando seus "talentos" usando essa fórmula e alguma dessas figuras já se tornaram parte da cultura pop e da cultura de games.

 

Aliás, fica aqui a minha nota de que o Game Awards está tentando ignorar vtubers para sua premiação de produtores de conteúdo e isso pode tornar o prêmio simplesmente irrelevante nessa área se, na próxima premiação, pelo menos alguém tão popular quanto a Korone não aparecer entre os indicados.

 

Seguindo com a história

 

Com o sucesso de Kizuna Ai, em 2017 surgiram novas vtubers como Luna Kaguya e Tokino Sora, a dita fundadora da agência Hololive, que é a agência mais conhecia atualmente do grande público devido ao ramo internacional da marca (já vamos chegar nisso).

 


 

Até o fim de 2017 duas agências se lançaram no mercado de vtubers de maneira incisiva: Nijisanji, propriedade da Ichikara Inc (rebatizada posteriormente para o nome atual ANYCOLOR Inc.) e a Hololive, propriedade da Cover Corp.

 

Neste ponto da história vou ter que puxar nosso foco para o que sou capaz de falar melhor, que é o Hololive/Holostars. Não estou ignorando o fato de que Nijisanji ser também uma agência imensa, com muito mais talentos do que a Cover tem, mas não tenho conhecimento para falar a respeito e, bom, a ideia desse TED Talk é ajudar quem está perdido a entender um pouco sobre esse mundinho, certo?

 

Hololive e Holostars

 

Em 2017 e início de 2018 o Hololive começou de experimental. Depois de Tokino Sora, outras meninas fizeram suas estreias como membros do Hololive. Elas não necessariamente começaram como vtubers do Hololive, como no caso de Hoshimachi Suisei.

 

Além de bonita e cantar maravilhosamente bem, é um gênio do Tetris


A partir de então a Cover buscou recrutar talentos para lançar por geração. No Japão, até o momento deste texto, existem no total de, sem contar com a Geração Zero, seis gerações.

 

As imagens abaixo são retiradas da VTuber Wiki, e fica aqui a recomendação de que usem esta wikia para pegar informações básicas sobre as eventuais vtubers que vocês tenham curiosidade para conhecer. O Link da página sobre o Hololive/Holostars é este: https://virtualyoutuber.fandom.com/wiki/Hololive#hololive

 




 

Eventualmente surgiu também o Hololive China, que foi encerrado posteriormente, e o Hololive Indonésia, que tem uma popularidade bastante grande dentro e fora do Japão, muito devido ao fato de na Indonésia o inglês ser uma língua muito presente e de os talentos do HoloID em boa parte falarem japonês.

 



Ah, claro. Também tem os meninos. Não são fã de idols masculinos, então infelizmente não tenho muito o que dizer sobre eles além do fato de acreditar que são igualmente talentosos quanto as garotas. O único que tive algum contato foi por uma parceria com a Mori Calliope, do Holomyth (já vamos chegar nelas)

 



 

Hololive English - Holomyth

 

Em Setembro de 2020 a primeira geração de talentos Hololive como língua principal inglês estreou: Mori Calliope, a ceifadora(shinigami) e rapper; Takanashi Kiara, a fênix, heroína e empresária dona de uma rede de fastfood chamada KFP; Ninomae Ina'nis, uma discreta artista que possui/é possuída por entidades ancestrais que lhe conferem poderes sombrios misteriosos; Gawr Gura, garota-tubarão que tem mais de 9 mil anos de idade e é originária de Atlântida e; Amelia Watson, detetive e viajante do tempo que tem contato com milhares de outras versões suas em outras linhas-temporais.

 


 

A despeito das personas bastante criativas (essa é uma características que é mais ou menos acentuada dependendo da geração do Hololive) as cinco caíram no gosto do público por suas personalidades carismáticas e bastante distintas entre si. Calliope, sendo uma shinigami, aprendiz da própria Morte, e ao mesmo tempo sendo uma rapper incrivelmente talentosa, ganhou um destaque musical imenso, tendo até o momento, já acumulado múltiplas músicas no Top 1 das paradas musicais no Japão e também fora dele. Gura, a mais popular em termos absolutos (números de inscritos) gosta de jogos de ritmo, tem uma bela voz e adora músicas mais antigas como City Pop; Kiara, possivelmente é a que tem o público mais fiel e unido, seus "Empregados" da rede KFP, chamados também por ela carinhosamente de galinhas e protegidos como filhos; Amelia, talvez a integrante mais criativa em termos de mídia livestream entre elas, é uma jogadora nata de Apex Legends e outros jogos de tiro, além de ter um humor ímpar, e; Ina, a mais discreta de todas, é uma artista incrivelmente talentosa, que costuma fazer streams mais tranquilos e agradáveis, tem um tom de voz mais calmo e adora fazer trocadilhos, dos mais bem pensados aos mais bobos, é um mar de fofura.

 

Sim, eu entrei para o fandom de vtubers por causa dessas cinco, acho que isso fica bem claro né? Sou até membro do canal da Kiara, com muito orgulho (Tenchou merece o mundo o7).

 

Elas acabaram explodindo em popularidade e se tornando porta de entrada para muita gente neste universo. Com streams quase diários, evitando ao máximo colidirem horários, realizando frequentemente streams colaborativos entre si e experimentando sempre com novas formas de conteúdo, o sucesso do Holomyth já garantiu uma segunda geração English que está por vir, além de ter influenciado o mercado como um todo (o primeiro grupo do Nijisanji English estreou poucos dias atrás da data de publicação deste post).

 

E, como um todo, o Holomyth também ajudou a difundir ainda mais a vtubers dentro da cultura pop em um momento em que o consumo de stream estava já em alta devido às circunstâncias externa (que vocês sabem né).

 

Falando um pouco de números e dimensões desse 2D todo

 

Olhando de fora é difícil mensurar o tamanho desse mercado, então separei alguns poucos dados:

 

O canal principal da Kizuna Ai, maior VTuber até o momento, tem 2,95 milhões de inscritos no Youtube; O seu canal secundário, dedicado a jogos, tem 1,54 milhões de inscritos. A segunda VTuber em quantidade de inscritos é Gawr Gura, do Holomyth, até o momento com 2,68 milhões de inscritos no YouTube. Dentro do Holomyth sozinho, quase todas já bateram a marca de 1 milhão de inscritos em seus canais.

 

Estimasse que, apenas no YouTube, vtubers tenham somadas, por volta de 40 milhões de inscritos. Em termos financeiros, os valores de arrecadação de vtubers figuram entre os maiores de toda a plataforma do YouTube.

 

Fora todo esse mundo grandioso, ainda temos o mercado dos vtubers independentes ou de agências menores, tanto no Japão como falantes de inglês ao redor do mundo, que consegue manter uma fanbase relativamente grande mesmo se serem afiliados a grandes grupos. Entre essas deixo destaque para as poucas que conheci dentre tantas que existem, nesses meses de convivência com o assunto: Artemis of the Blue, Kani Kanizawa e Pikamee.

 

Artemis of the Blue

 
Kanizawa Kani

Pikamee

 

 

Conclusão - Mas e aí? Como eu começo nesse negócio?

 

Yep, eu sei. É muita coisa.

 

Tentei resumir de maneira mais simples o possível desse universo de pessoas e conteúdos e sei que ficou muita coisa de fora, mas foi para poder escrever só um artigo e não um livro sobre VTubers.

 

Se você tem interesse em colocar o dedinho nesse mundo e fica sem saber como começar, vou deixar meu HowTo para que você tenha uma boa experiência e não só acabe escorregando, caindo de cara e fugindo desse oceano de conteúdo:

 

  1. Veja alguns vídeos curtos sobre vtubers, os tais "clipes":

Escolhe o nome de uma das meninas do Holomyth e joga no YouTube, clipes muito engraçados, ou mesmo mais emocionais vão aparecer e daí você escolhe.

Eu comecei nisso, claro, por causa de um ship yuri dentro do Holomyth, então acho que essa é uma dica válida de se deixar aqui no Kono ai Setsu: Takamori. Só isso, pesquise e seja feliz.

 

Glória a Takamori! (https://twitter.com/CRUNCHY_MMLONI)

 

 

  1. A partir dos clipes, veja algum vtuber que você sinta que parece ser mais divertido de assistir e veja clipes sobre este vtuber: 

     

  2. Veja algum trecho de stream de algum tema que te interessa, pode ser um jogo, ou de arte, ou mesmo cantando.

     

Pronto, você agora é fã de uma VTuber! A partir daí os passos são mais opcionais e variados, dependem muito do tempo que você tem disponível para ter mais e mais contato com outros talentos. Você pode seguir assistindo clipes de outras vtubers e assim ir conhecendo elas mais, sem necessariamente precisa assistir seus streams e VODs (video on demand - a gravação que fica do stream no canal).

 

Outro fator muito importante é o fandom. E sabe que esse é um fator que surpreende positivamente? Pois é. Claro que tem sempre uns fãs desagradáveis, mas hololive, na minha experiência pessoal, é o fandom mais receptivo e agradável que já fiz parte até o momento. Pessoas do mundo inteiro se juntam para apreciar os streams, fazer memes, alguns para desenhar, outros para fazer clipes ou remixes de músicas, ou mesmo jogos!

 

O que tá esperando?

 

ENFIM....

 

Obrigade por terem vindo ao meu TED Talk. Caso queiram mais artigos sobre vtubers e outros tipos de idols, peçam nos comentários ou para as donas do site. Elas me obrigam a escrever pagando com pastel e refri e eu adoro pastel e refri.

 

PEACE! o7

segunda-feira, 17 de maio de 2021
Posted by PilotChiken

Yuricast #37 - Yagate Kimi ni Naru (Parte 1)

 Olá a todos!


Estamos de volta com o Yuricast para falar de um dos mangás yuri mais aclamados dos últimos anos e que agora está sendo lançado no Brasil: Yagate Kimi ni Naru, ou Bloom into You. 



Nesse podcast Mazaki e Sechan se dividem em opiniões sobre a obra enquanto comentam o enredo da primeira metade da obra, fazendo comparações ao anime e também mencionando a peça teatral que adaptou a história. 

Contamos a história até o capítulo 24 do mangá (início do volume 5).

[DOWNLOAD] Yuricast #37 - Yagate Kimi ni Naru (2:05:33 - 173MB)


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domingo, 9 de maio de 2021
Posted by LKMazaki

Yuri Café #24 - Seção Notícias da Inori-sensei e muitos comentários

Olá a todos!


Chegando mais um Yuri Café com mais notícias, com um foco especial em todas as novidades sobre a obra da maravilhosa Inori, Nesta edição teremos todas as notícias em relação ao "Me Apaixonei pela Vilã", das boas as ruins, além de outros acontecimentos do mundinho yuri. Fora isso, claro, a tradicional sessão de leituras de comentários, que foi bem mais extensa do que normalmente! (obrigada por isso, continuem comentando).




[DOWNLOAD] Yuri Café #24 - Seção Notícias da Inori-sensei e muitos comentários (2:05:26 - 116MB)


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quarta-feira, 7 de abril de 2021
Posted by LKMazaki

A Tropical Fish Yearns for Snow - Superando a solidão juntas

Imagine a situação: Você é uma adolescente, seu pai tem que morar em outra cidade por causa do trabalho, mas ele prefere que você vá morar no interior com sua tia em vez de ir com ele. É isso o que acontece com Konatsu Amano, uma das protagonistas de A Tropical Fish Yearns for Snow (Nettaigyo wa Yuki ni Kogareru, ou resumindo Hanigare). O mangá começa com a garota chegando na cidade litorânea no interior do Japão que será sua nova casa e acaba sendo arrastada por meninas do colégio local para ver a exposição do Aquário da escola. Lá, uma garota pergunta para ela se ela gosta de salamandras (o animal que estava tentando observar no momento). Quem pergunta é Koyuki Honami, a outra protagonista do mangá, uma garota que aparenta ser calma e responsável, mas é apenas uma garota que sente muitas expectativas sob si e tenta ser certinha demais.


E eu diria que a salamandra, um animal que é conhecido por se esconder atrás de rochas e pouco mostrar-se para os humanos, seja o último e principal elemento desse mangá.


Hanigare é uma obra que expressa muito bem sentimentos como solidão e as dúvidas que acontecem durante a adolescência. Ele se utiliza de um conto japonês sobre a amizade entre uma salamandra e um sapo para contar a história das duas garotas, que se conhecem e participam do mesmo clube no colégio (de cuidar do aquário da escola).


Deixe-me explicar:

A história basicamente é sobre uma salamandra que se sentia sozinha e não tinha ninguém que era amigo dela. O sapo aparece e os dois se tornam muito amigos. Tanto que a salamandra torce para o sapo nunca mais sair de perto dela. Bom, basicamente seria uma história meio triste, já que os dois animais ficariam isolados juntos, numa felicidade mórbida (ao meu ver).

E por muito tempo a história das duas garotas é isso. Um jogo de quem é a salamandra e quem está arrastando o sapo para esse limbo. Porém as coisas mudam a partir do momento que as duas tem que fazer esforços para ter mais membros no clube, já que Koyuki irá ir para o terceiro ano e se aposentar logo do clube. O modo que ambas buscam a independência, mas ao mesmo tempo são dependentes é mostrado de modo muito interessante, já que há sempre essa dúvida do que fazer, ou de como a outra garota irá se comportar diante das mudanças que elas sofrem.


As vezes é só uma amizade nova de uma das duas, ou como uma das duas pretende sair da cidade. Tudo é razão para haver conflito no sensível e dependente relacionamento das duas. Aos poucos, outros personagens entram na trama, apoiando as duas personagens e criando uma rede de relacionamentos estáveis e duradouros. Kaede, a amiga de classe de Konatsu, o irmão e os pais de Koyuki, os colegas de classe da mais velha. Aos poucos elas conseguem se abrir para o mundo, juntas, e conseguem mostrar suas individualidades, apesar de muitas vezes haver o medo do julgamento ou de que irão novamente ficar isoladas.

É uma série que delicadamente guia as personagens e o espectador pelas experiências de superar medos e conhecer outras pessoas. Além de um roteiro muito bem trabalho, Makoto Hagino (autora da série) nos trás um deleite de simbolismo visual com a salamandra e o sapo sempre presentes na narrativa.


Ao final da série, completa em 9 volumes, vêmos como as duas são o sapo, mas também a salamandra. E que esse sentimento entre elas nunca irá se dissipar. O laço criado entre elas, apesar de as duas criarem suas independências, é inquebrável.

Virgin's Empire - apenas ecchi... ou?

Virgin's Empire (オトメの帝国 - Otome no Teikoku, no original) é um mangá de Kishi Torajirou, que começou a ser publicado em 2010 e atualmente é publicado na revista digital Grand Jump Web, contando, em abril de 2021, com 15 volumes compilados.

 

Já faz um bom tempo que Virgin's Empire está por aí no fandom yuri e sempre provoca discussões devido ao seu alto grau de fanservice e, suposta, falta de conteúdo relevante. O objetivo deste artigo é tentar desmistificar essa impressão inicial que a obra tem para quem ou leu na época do lançamento inicial ou apenas viu os primeiros capítulos e não acompanhou mais a obra.

 

A primeira vez que li, como imagino deva ser o caso também da grande maioria, foi apenas por conta do apelo visual que as primeiras páginas tem (em 2010 a variedade de mangás yuris originais era bem menor do que hoje em dia também). Francamente, mesmo com o fanservice sendo o objetivo, acabei bem desapontada. Os primeiros capítulos basicamente giram em torno de situações ecchi variadas que ficam num limbo entre "são brincadeiras inocentes de garotas adolescentes" e ângulos pensado para chamar a atenção.

 

Porém, após alguns anos e já tendo esquecido a obra, algumas ilustrações pelas minhas redes sociais me fizeram tomar um susto ao perceber que aquilo era Virgin's Empire.

 

  


  

Para efeito de comparação, a capa do primeiro capítulo onde as mesmas personagens aparecem na frente:




A grande virada narrativa que me fez voltar a prestar atenção no mangá foi o relacionamento entre Chie e Ai. Elas foram as primeiras que percebi terem um arco de história e que, no capítulo 115, acontece um beijo entre elas (spoilers!) E esse desenvolvimento, que passou pela competição escolar onde Ai enfrentou medo e frustração no seu desejo de ser a melhor corredora da competição, e culminou com uma bela cena de apoio e entendimento entre as duas amigas que já estava no limiar entre amizade e romance há muitos capítulos me fez retomar o mangá basicamente do começo e os, na época, quase 200 capítulos já existentes.

 

 

E, francamente, Virgin's Empire acabou se tornando um dos meus mangás preferidos de acompanhar, sem exageros. O fato do fanservice, que no começo ser exagerado e único fator de entretenimento possível ter se tornado mais sofisticado, no sentido de bem feito e talvez até mais atraente do que imagens escrachadas do começo, ter se combinado com um elenco grande, diverso e muito interessante de personagens e relacionamentos únicos, com ritmos diferentes, fez essa obra se tornar um gigante que, pelo menos na visão que tenho como leitora e parte do público de yuri, é em grande medida ignorado pela fama ruim do começo da série.

 

As personagens de Virgin's Empire são o grande ponto forte da série. Este texto seria exaustivo se fosse falar sobre todas as personagens e relacionamentos, por isso vou comentar apenas os que mais gosto de acompanhar (a quantidade de pares te dá a liberdade de acompanhar apenas alguns e outros não se desejar, pois tem conteúdo de todos)

 

Mio x Shizuka

A típica história de kouhai apaixonada pela senpai popular começa de maneira bem lenta, saltando para momentos bastante "perigosos" repentinamente, como não é estranho em Virgin's Empire. Porém é após as duas começarem a namorar de fato que as coisas ficam complicadas.

 

Shizuka, a senpai, tem um rolo mal resolvido com Kaoru (a comedora da história, vou falar um pouco mais dela depois) e não consegue se livrar os resquícios de atração que a fazem incapaz de resistir às investidas de Kaoru. Mio, a jovem kouhai apaixonada acaba descobrindo isso da pior maneira possível e a relação entre ela e Shizuka desanda de maneira dramática e perigosa.

 

Ciúmes, fraqueza e aceitação se tornam temas da difícil história que as duas seguem construindo. Uma trama que não fica estagnada na paz como, por exemplo, o caso de Chie e Ai, que depois que se tornam um casal são responsáveis pelos capítulos mais fofos possíveis.

 

cap 14:


 

cap 154:


 

cap 228:


 

Ayano x Miyoshi

As protagonistas originais de Virgin's Empire saíram de ser umas idiotas que ficam apalpando a outra para zueira para... Bom, ainda serem idiotas, mas agora num sentido um pouco mais próximo do "mas é óbvio que elas gostam uma da outra, mas elas são burras demais para ver isso".

 

Numa obra onde a discrição em relação à sexualidade das personagens ficou para trás, elas conseguem ser o ponto onde o leitor morde os nós dos dedos de raiva da lentidão das duas em enfim entender o que sentem. Esse navio ainda vai para o oceano, eu acredito!

 


Mask x Kaoru

Como disse antes, Kaoru é a comedora de plantão. Ela é sedutora e tira casquinhas (ou muito mais) de quase qualquer uma que atraia seu entendesse. Porém, além de fazer seu papel de antagonista no arco de Mio e Shizuka, ela acaba começando seu próprio arco de história começa e começa de maneira mais inesperada o possível, quando ela se apaixona pela última pessoa que se imaginaria que isso poderia acontecer.

 


 

Não falei antes, mas existe um subplot em Virgin's Empire ao redor do clube de mangá, basicamente formado de fujoshis debatendo sobre BL e desenhando ecchi de homens. É um plot bastante engraçado e onde inicialmente temos a aparição de várias personagens, como Bou, ou Mask, como é chamada uma das desenhistas do clube.

 

Sempre usando máscara e uma fanática de mangá BL, ela acaba se tornando o alvo da afeição da pior pessoa possível para lidar com verdadeiros sentimentos. Sim, Kaoru, a comedora geral.

 


Sinceramente, como disse antes, poderia prolongar essa lista muito mais com outros casais que tem seu charme, como Haruka x Kanae (este começou a surgir bem posteriormente na série, então a trama ainda está se desenvolvendo e estou bem curiosa), Elisha x Honoka (a estrangeira com dois pais e a fujoshi antissocial), temos a Nao (que tem um arco por si mesma sobre seu prazer proibido do exibicionismo até que.... Well, ela acaba trazendo Onibe, outra do clube de mangá, por acidente para dentro do seu plot) ou Mari x Yuu (que ficam oscilando entre um dos casais com plots mais ecchis e momentos de fofura inacreditável).

 

Sim, a obra tem ecchi (bastante!) e não vou negar que, dependendo do casal e capítulo, este fator ainda é o grande destaque. porém, cada vez mais Virgin's Empire foi se distanciando apenas da fórmula de "fanservice da semana" para se aproximar cada vez mais do formato "casalzinho da vez", trazendo arcos de enredo longos e complexos diluídos dentro de capítulos curtos, dividindo espaço com uma dezena de outros pares e suas questões.

 

Fica a recomendação, para quem nunca leu, que leia. Para quem já leu, há muitos anos e não gostou, que dê uma nova chance. Como disse antes, este é um dos melhores yuris que acompanho. E, apesar de ser ecchi, está longe de ser apenas isto.


quinta-feira, 1 de abril de 2021
Posted by LKMazaki

[Notícia] Novidades sobre Me Apaixonei pela Vilã pela NewPOP

Que a light novel queridinha da galera iria ser trazida para o Brasil pela NewPOP, todo mundo já sabia. Mas estamos aqui para sempre trazer novidade!


Segundo a live da editora do YouTube, no dia 25 de março, Me Apaixonei pela Vilã já está com a tradução com a editora e estão começando o trabalho da capa. Além disso, falta a diagramação e revisão do volume.


A NewPOP falou que está achando que irá lançar antes do previsto, mas não falaram quando será. Também comunicou que o preço será anunciado em breve, além de que logo começará a pré-venda da obra. E quem comprar em pré-venda ganhará um brinde, o qual ainda não falaram qual será. O formato impresso será o 15x21 cm, assim como foi a edição Norte-americana lançada pela Seven Seas.


Fonte:

Lacradores Desintoxicados


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[Notícia] Bloom into You volume 1 virá com brinde

 Desde que Bloom into You (Yagate kimi ni naru), mangá de Nakatani Nio, foi anunciado pela Panini, estamos em busca de maiores informações sobre como a obra virá para o Brasil. 

Além da novidade de que o primeiro volume virá com um marca-páginas, também verificamos que o mangá teve a previsão alterada para a 2ª quinzena de maio (segundo site da Panini). Na Amazon, o mangá está previsto para 2 de maio.


Bloom into You conta a história de Koito Yuu, uma garota que nunca amou e acha que nunca irá sentir este tipo de coisa. Quando entra no colegial conhece a integrante do conselho estudantil Nanami Touko, uma garota perfeita, educada, inteligente e popular. Yuu vê sem querer um garoto se declarando para ela e esta o dispensa dizendo exatamente o que Koito sentia. Porém, as coisas não exatamente como ela imaginava.


Agora basta aguardar para ver se as datas irão se confirmar, já qe a primeira previsão era de que o mangá iria ser lançado na primeira quinzena de abril.


Fonte:

Lacradores Desintoxicados

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[Notícia] Autora de A Tropical Fish Yearns For Snow já prepara novo mangá

O mangá A Tropical Fish Yearns For Snow (Hanigare, ou Nettaigyo wa Yuki ni Kogareru /熱帯魚は雪に焦がれる) mal terminou e a autora já está pronta para dar mais novidade aos fãs. Hagino Makoto falou na edição de Maio da Dengeki Maoh (revista onde o mangá da salamandra era publicado) que já está trabalhando em um novo projeto.


Hanigare terá um total de 9 volumes, o último irá ser publicado em junho. A obra ainda é inédita no Brasil, mas já está sendo lançada na América do Norte pela Viz Media. A Tropical Fish Yearns For Snow conta a história de Konatsu e Koyuki, duas garotas que tem que lidar com sentimentos como solidão e como a amizade entre elas é importante. As duas personagens são muito bem trabalhadas e os personagens secundários são muito carismáticos.


Tentaremos trazer uma resenha sobre a obra ao final da semana.


OBS: "Mangá da Salamandra" é o apelido que a equipe do KaS deu para o mangá.

Fonte:

Anime News Network

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[Notícia] Me Apaixonei pela Vilã fica em 5º lugar em Votação Popular

 Lembram um tempo atrás quando aqui no KaS falamos sobre uma votação popular que acontecia durante o Anime Japan? A votação "manga we want to see animated ranking" ("classificação de mangás que gostaríamos de ver animados") era aberta ao publico mundial e continha um total de 103 mangás. Entre eles, haviam yuris como Whisper Me a Love Song (Takeshima Eku) e Yuri is my Job (Miman), além de (claro), Me Apaixonei pela Vilã, que terá sua versão light novel publicada no Brasil.

Ilustração comemorativa de Aono Sumio

A obra escrita originalmente em formato light novel por Inori (com ilustrações de Hanagata) está sendo adaptada para mangá por Aono Sumio na revista Comic Yurihime desde o ano passado. E graças ao esforço do fandom, Me Apaixonei pela Vilã (I'm in love with the Villainess ou Watashi no Oshi wa Akuyaku Reijou) ficou em 5º lugar na votação, ficando na frente de obras altamente conhecidas como SPY X FAMILY.


Isso quer dizer que com certeza que a obra terá anime? Não. É um grande passo para isto acontecer? Sim. Há poucos anos Bloom into You (Yagate kimi ni naru) esteve na votação e ficou em 3º lugar. Pouco tempo depois a obra foi adaptada pelo estúdio TROYCA.


Agora falta esperar e ver se teremos a felicidade de ver uma obra tão especial ser adaptada para animação.


Fontes:

Twitter de Inori-sensei

Twitter do Anime Japan

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[Notícia] Editora Seven Seas oculta trechos de light novel yuri em tradução

Atualização, dia 20/03/21

A Seven Seas se pronunciou sobre o caso:

"Obrigado por trazer este assunto a nossa atenção. Essas partes do texto foram removidas durante o processo editorial na época, mas nós mudamos como editamos esses livros para ter certeza que partes importantes não sejam perdidas. Nós vamos revisar o eBook nas próximas semanas e adicionar a parte cortada de volta no livro, e revisão também refletirá em todas as reimpressões futuras do livro."

Fonte: Anime News Network.



Texto original:

Não é como eu esperava acordar nesta sexta-feira.

Logo cedo, vi um tweet da escritora Inori, autora da light novel Me apaixonei pela vilã (I'm in love with the villainess ou 私の推しは悪役令嬢) que foi anunciada pela Editora NewPOP. Fiquei confusa e fui entender o que aconteceu.



Ela estava respondendo uma pessoa que colocou na rede social um link para uma discussão sobre traduções feitas pela Seven Seas, editora responsável pela tradução de sua obra na América do Norte, e como a editora havia removido frases e parágrafos da obra original no caso da autora da light novel yuri.
Irei traduzir algumas partes de modo livre. Não sou tradutora, então estou apenas fazendo um serviço para facilitar quem não tem conhecimento suficiente de inglês, para que todos possam pensar sobre o assunto.

Antes de chegar a obra de Inori-sensei, a conversa já falava sobre outras novels que haviam tido traduções controversas. Mas quando alguém listou os problemas com a tradução de Me apaixonei pela vilã, o assunto me pareceu muito sério. E o por quê das alterações e remoções de partes é ainda nebuloso.

Por exemplo, na imagem acima (Imagem 1), é a cena onde Rei é perguntada sobre sua sexualidade e sobre sua relação com Claire (a mesma foi adaptada já para mangá no capítulo 7). A tradução da Seven Seas de uma frase é "Talvez isso seja verdade, e se sim eu estaria ultrapassando limites.".

Se você observar a imagem, há 3 partes. A primeira, é o texto original. A segunda parte, é a tradução da Seven Seas. A terceira, é a tradução de fãs. Vê que há várias partes vermelhas? A primeira é a que corresponde ao trecho que traduzi da Seven Seas, mas o de fã é maior né? Além disso, há mais uma parte em vermelho onde a fala de Rei é diferente da tradução da Seven Seas. Vou traduzir ambos:

Primeira parte, que não há na Seven Seas: "É, isso com certeza é minha culpa. Numa maneira de dizer, eu mesma estava espalhando homofobia. Exatamente como aqueles artistas da minha vida passada que exageravam em sua homossexualidade para vender um personagem." O outro trecho: "Eu acho que não poderia continuar se não brincasse assim, sabe?". A fala segundo a editora americana, seria "Eu não poderia viver sem brincar assim com você" (brincar como zombar, entende?)

A parte da fala é uma adaptação. Normalmente não se chama de erro, afinal nem tudo fica bonito ou é passado de modo correto em uma simples tradução literal. Eu não vou julgar esta parte aqui, apesar de achar que o contexto ficou bem diferente. Já a parte apagada.. eu não saberia explicar.

Imagem 2
Mais para frente, no mesmo capítulo, no final da mesma cena, uma conversa entre Rei, Misha, Lene e Claire, faço novamente uma imagem para mostrar as diferenças entre as versões. (Imagem 2)

Na primeira parte (japonesa) e na última (tradução de fã) parte da imagem, há uma grande área vermelha nas escritas. Ela corresponde há uma parte onde a Seven Seas escolheu não traduzir, retirar de sua edição.

Tradução da Seven Seas:
"Ha ha ha."
A conversa séria finalmente terminou. Eu zombei Claire, Claire se irritou, Lene a acalmou, e Misha observou tudo o que aconteceu com um olhar resignado. As coisas voltaram ao normal.
Normal. E como sempre, eu me senti um pouco.. triste.
"Miss Claire?"

Tradução de fã:
"Ha ha ha"

"..."

A conversa séria finalmente terminou. Eu zombei Claire, Claire se irritou, Lene a acalmou, e Misha observou tudo o que aconteceu com um olhar resignado. As coisas voltaram ao normal.

Normal. E como sempre, eu me senti um pouco.. triste.

Na minha vida passada, haviam progressistas que queriam acabar com a homofobia e criticavam artistas de TV que faziam sua homossexualidade uma piada (OBS em português: piada como entretenimento, arma para atrair a atenção do expectador. Chamar a atenção)

Essas pessoas estavam, sem dúvida, certas. Mas acho que havia mais do que isso. Independentemente se estava certo ou errado, haviam pessoas que não conseguiriam seguir sem fazer piada com isso.

Claro, é fato que esses artistas aumentavam o preconceito.
E se possível, seria bom se o preconceito desaparecesse (OBS em português: desaparecesse como "morresse" mesmo)
Mas a triste verdade é que havia pessoas gays que agiam assim para atrair o preconceito para si mesmos. Eu acho que eles tinham sua própria razão para isso. Para algumas pessoas, zombar era provavelmente o único jeito eles lidarem com a dor.

Pessoas de quem gostávamos dificilmente iriam nos corresponder. Se nós não dizíamos nada para eles, nós poderíamos ser mais próximos deles que alguém do sexo oposto, mas no momento que começássemos a gostar deles, seríamos mais distantes do que qualquer um.
Depois de repetir isso várias vezes, antes que soubéssemos, nós nos tornamos alguém que só poderia rir disso. Pessoas assim certamente existiam.
Nem todas pessoas gays eram assim.
Mas, pelo menos, eu era.

"Miss Claire".

Fim da Tradução de fã.

Depois de traduzir isto para vocês, eu realmente não sei como opinar. O que estava na mente de quem fez a escolha de retirar isto do texto ou se foi uma conversa entre a editora e o tradutor. O importante é que essas alterações não foram comunicadas à Inori-sensei, que estava no Twitter tentando acalmar as pessoas que estavam acusando a Seven Seas de censura. Ela disse que não acredita que nem a Seven Seas, nem o tradutor fizeram isso por malícia. Várias pessoas foram falar com ela por no final do primeiro volume não terem entendido o motivo de algumas atitudes de Rei e, bem.. as pessoas disseram que após ler este pedaço retirado, entenderam os motivos da personagem.

Inori-sensei já entrou em contato com a editora norte-americana para saber o que houve. A editora ainda não se pronunciou sobre o caso e é algo muito delicado. Reitero aqui que fiz uma tradução de uma tradução, então pode haver algumas coisas que ficaram faltando ou um sentido que pode estar diferente do original. Mas acredito que consegui mostrar um pouco o problema que houve.

Por favor, não procurem o tradutor para criticar seu trabalho. Se forem fazer algo, se preocupem com a Editora NewPOP, que contém os direitos da light novel no Brasil e mostrem sua preocupação para que a obra seja integralmente traduzida. Façam isso com respeito, por favor.

Meu comentário, como leitora:

Sinceramente, eu li a primeira light novel pela versão da Seven Seas e a achei muito interessante. E o capítulo específico que houve o problema provavelmente é o meu favorito do volume. Infelizmente, talvez eu o achasse ainda melhor se lê-se com todo o conteúdo. Quando li a segunda light novel, a partir da tradução de fãs, me apaixonei pela evolução de Rei e as discussões sobre amor que há durante todo o volume. Eu não tenho a versão da Seven Seas dessa parte, então fico curiosa para saber se eu teria o mesmo sentimento.



Espero ter esclarecido o acontecimento para vocês. Se quiserem comentar este texto, ficarei agradecida. Se preferir, entre em contato pelas nossas redes sociais ou pelo Discord. A Mazaki está pensando em falar também sobre o ocorrido, já que estuda sobre tradução.

Fontes recomendadas:

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